Google+ Após reunião, nações muçulmanas ameaçam Trump por conta de Jerusalém – REVISTA DE NEGÓCIOS CADECOM
Publicado em: ter, dez 5th, 2017


Após reunião, nações muçulmanas ameaçam Trump por conta de Jerusalém

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Após reunião, nações muçulmanas ameaçam Trump por conta de Jerusalém

Conforme vem sendo anunciado pela mídia mundial, o presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Inicialmente ele deveria fazer um comunicado nesta segunda (4), mas adiou a decisão.  “O presidente foi claro: não é uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’. Mas nenhuma decisão será adotada hoje (segunda-feira) e faremos um anúncio nos próximos dias”, afirmou o porta-voz Hogan Gidley.

Rapidamente a Autoridade Palestina (AP) e outros governos de países muçulmanos afirmaram ser contrários e fizeram ameaças veladas. O cerne da questão é o Monte do Templo, chamado no Islã de Esplanada das Mesquitas, considerado o terceiro lugar mais sagrado no islamismo, embora nunca tenha sido mencionado no Alcorão.

O simples anúncio da possibilidade dos Estados Unidos reconhecer Jerusalém como “capital indivisível” de Israel passou a ser chamado por analistas de uma “bomba relógio” que poderia acabar com o processo de paz no Oriente Médio e resultar em um conflito armado.

Para observadores internacionais, a decisão – que pode ser acompanhada da mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém – “eliminaria completamente” as chances de resolver pacificamente o conflito palestino-israelense existente desde 1947.

O fato é que Trump fez a promessa de realocação da embaixada durante sua campanha presidencial e o vice-presidente Mike Pence voltou a falar sobre isso na semana passada.

Já existe uma escalada de tensões no Oriente Médio uma vez que a Autoridade Palestina declarou que considera os movimentos americanos “perigosos para o futuro do processo de paz” e que “levariam a região a um quadro de instabilidade”.

Os governos da Turquia, da Jordânia e do Egito já se manifestaram oficialmente contrários. Os palestinos sempre anunciaram que desejam ter a porção Oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado independente.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiteradas vezes disse que não há essa possibilidade. Em 2017 comemorou-se os 50 anos da reunificação da cidade, após o final da Guerra dos Seis Dias em 1967, algo nunca reconhecido pela comunidade internacional.

O processo de paz palestino-israelense está paralisado desde abril de 2014, mas Trump anunciou recentemente que apresentaria em breve o “acordo de paz final”.

O ministro das Relações Exteriores da AP Riyad al-Maliki disse que solicitou duas reuniões de emergência da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica, com a participação de representantes permanentes. “Essas reuniões são importantes porque discutirão os passos a serem tomadas após esta ação irresponsável dos EUA”, afirmou.

Ataque ao mundo muçulmano

A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que conta com 57 países membros, reúne interesses tanto políticos quanto religiosos. Recentemente, a maior parte deles se reuniram para formar a Coalizão Militar Islâmica, que já é considerado “o maior exército do mundo”.

A OCI realizou uma cúpula de emergência nesta segunda-feira, na cidade saudita do da Jeddah. “Se os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como a capital de Israel, recomendamos, por unanimidade, realizar uma reunião do conselho de ministros das Relações Internacionais, seguida por um reunião de líderes islâmicos o mais rápido possível”, divulgou o órgão em um comunicado.

Para a OCI, reconhecer Jerusalém ou estabelecer qualquer missão diplomática na cidade seria interpretado como um “ataque flagrante às nações árabes e islâmicas”. A declaração, assinada por todos, reafirmou a centralidade da causa palestina, especialmente Jerusalém, para todos os muçulmanos do mundo.

Também insiste na “identidade árabe e islâmica” de Jerusalém Oriental, que chama de “território palestino ocupado”, e condenou qualquer medidas “que contribuam para mudar o status, a demografia e a identidade desta cidade sagrada”.

A cúpula também condenou em especial todas as declarações de representantes dos EUA que “desafiam os lugares sagrados islâmicos”, assegurando que haverá “graves conseqüências para qualquer ato que represente uma ameaça para a paz e a segurança internacional”. Com informações de Arab News,  Times of Israel e YNet

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